Eu não gosto de alisamento de orelhas... Pára! Já disse! Que coisa mais chata!
E se eu não quiser voltar a ser monogâmica, e viver a realidade, onde sabemos que não somos monogâmicos, nós, os peixes, as aves, as árvores... Estou afirmando? Defendendo tese?
Talvez os Alquimistas sejam monogâmicos... Sei lá... Talvez esteja dizendo isso por conta da frase que existe no livro do Sr. Paulo Coelho "Sempre existe no mundo uma pessoa que espera a outra, seja no meio do deserto, seja no meio das grandes cidades". Isso soa brega...
Mas o que diz Jorge Ben, não soa brega para mim... Para ele os alquimistas são discretos e silenciosos e moram bem longe dos homens". Talvez os alquimistas de Jorge sejam monogâmicos justamente por morarem longe dos homens...
Que a vida é movida por encontros e desencontros, eu não tenho dúvidas... Bom, EU, sempre eu... É muito engraçado isso, pois essa experiência que coloco é personalíssima, pois posso estar certa ou não... Bem... EU posso levantar hipóteses e procurar as possibilidades de falsear minha tese, o que daria caráter científico (OU NÃO), todavia, verificar que minha própria tese contém um erro constatado em meu pequeno laboratório, que sou eu mesma, representando um avanço científico!
E quando sucumbo ao meu instinto animal, deixando meu lado humano, judaico-cristão ir pras cucuias?Seria este lado o racional ou o irracional? Na verdade as opiniões pessoais nos transformam em cientistas não isentos porque no fim das contas usamos a nós mesmo como cobaias e manipulamos o experimento a ponto de comprovar nossa tese. Cadê a ética na utilização de animais para pesquisas científicas?
O que é certo ou errado depende do ponto referencial? Será que quando a menina transou com o bagre, naquele ménage à trois que o Daniel escreveu, ela deixou de amar o namorado, ou de ser a ele fiel, uma vez que ela estava ali para satisfazer a vontade dele, dando assim uma prova de amor?
Amor... Hahahaha! Sartre e Beauvoir... Que casal... Eles já tinham o open relationship que para nós é ainda tão polêmico e desejado... Sim, desejado... Achamos estranho, engraçado, curioso esse relacionamento histórico, mas não assumimos que o desejamos... O desejamos porque ele oferece aquilo que para nós e algo complicado... A segurança do amor... O do estar e não estar, estando sempre junto... Permitindo que a pessoa seja ela, independente de um status atribuído a ela ou ao relacionamento... Para isso somos desvinculados um dos outros, temos CPF, RG, passaporte de números diferenciados, bem como o nosso DNA não é igual nem ao do nosso irmão gêmeo... Ela era Simone, ele, Jean... Eu poderia ser Edileuza e ele Onofre...
A abelha rainha mata o macho logo após a cópula... A aranha viúva-negra devora o macho após a cópula, (sim, é ela que come) quando ela consegue engravidar, sonho de muitas e muitas mulheres... Já pensou em transar e ter a certeza absoluta de que conseguiu engravidar? Eita avanço científico... Quer ser viúva-negra também? Lucrecia Borges matava seus amantes, com o veneno que colocava por debaixo das suas longas unhas, após satisfazerem-se sexualmente...
“E na maioria das vezes é uma foda boa pra caralho".
Quando nos permitimos que isso aconteça, certo? Vovó dizia: "HOMEM sacode as calças e vai embora..." Verdade... E pra a maioria deles, independe se foi bom, ruim, se teve significado alem do ato físico, e se valoriza aquela mulher que lá estava, por cima, por baixo ou de lado, e se esta ficou satisfeita...
O que é uma foda boa pra caralho? O mesmo de fazer amor gostoso? De transar com quem se gosta? Trepamos porque estávamos com tesão? Dei pra ele porque eu quis?
Ah, você conta orgasmos, né?
Vem comigo, amor...
É um útero, um avião, um morcego, uma baleia? NÃO... Uma mulher... Sua inquietude, beleza de ser, apenas... Monogâmica... Talvez, mas acima de tudo, a maior protagonista de monólogos...
Ta dizendo que sou uma atriz?
Sim, e quem não é?
Tais Loureiro
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