quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sendo franco

A ausência total de idéias, somada ao vácuo de atividades gerado por uma faculdade parcialmente interessante, fizeram com que eu viesse até aqui com somente um objetivo: ser franco. Não que seja a primeira vez, na verdade é uma coisa que adoro, porém hoje chegarei à idea, platonicamente falando, do que é ser franco. Me aprofundarei a tal ponto, que explicarei com fidelidade o meu raciocínio para tal proposta do blog. Antes de prosseguir, peço ao pequeno (talvez nulo) público leitor, que desfruta de minha seqüela, que perdoe a passada e futura metalingüística excessiva presente no texto (sim, foi uma piada idiota).
Ao ler o tema em questão, fiquei com vergonha (isso merece um parágrafo, por isso, rumo ao próximo).
Depois de passar por esse momento de pura introspecção de minh' alma, passei a refletir sobre o que seria feito dentro do contexto Resolvi decompor o meu plano de texto entre as palavras mais importantes da proposta. A que me chamou atenção primeiro foi mostarda. Logo imaginei aqueles sachês de podrão chinês, produzidos provavelmente por um índio escravizado nos confins do Brasil. Em seguida, lembrei do Coronel Mostarda daquele jogo maldito que ninguém achava graça, naquelas viagens chatas da fase pré-alcool da minha vida. Fiquei com vergonha de novo, e dessa vez foi por mim mesmo. Isso me fez passar para a próxima palavra, deixando isso de lado. Capitão é necessariamente insociável com mostarda, o próximo presidente letrado deveria decretar que essas duas palavras são antônimas. Foi então que, em meu momento de revolta e frustração por nenhuma esperança de contribuir com o blog, surge uma luz no breu da minha ignorância. A idéia mais racional que veio a mim, estava justamente na natureza dessa própria idéia: ser racional. Botaria um fim nesse movimento pseudo Dadá que perturbara minha mente nos últimos quarenta minutos e escreveria sobre a minha frustração em não atingir o feito dos últimos três amigos abaixo. É claro, como todo movimento revolucionário, revoltado, com sede de sangue, teria que quebrar com os moldes do modelo anterior. Eis o porque da falta da tão esperada frase nesse documento. O que estou fazendo aqui então? Você imaginou que isso iria chegar a algum lugar? Problema seu, só estou sendo franco.

Lucas Fonseca Djahjah

9 comentários:

  1. Nosso primeiro manifesto!
    muito bom!
    obrigado pela vergonha alheia, fiquei orgulhoso...

    ResponderExcluir
  2. Bom demais! É a cara de Lucas mesmo.

    ResponderExcluir
  3. Lucas!
    adorei o texto!
    e..Sendo franca..você não precisava nem assinar!
    aeaiuehiuha

    ResponderExcluir
  4. Parabéns xará!
    Bom texto, saiba que, quando quiser, eu te dou trabalho no meu jornal, New York Times.
    Um abraço

    ResponderExcluir
  5. só podia ser dessa criatura mesmo..
    muuuuuuito bom!

    ResponderExcluir